
No Brasil, cerca de 64 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não terminaram os estudos da educação básica. São 44,7 milhões que não concluíram o ensino fundamental e 19,3 milhões que não fizeram o ensino médio. Dados são da PNAD Contínua 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesta semana ocorreu o lançamento da Rede EJA e Inclusão Produtiva, um projeto que envolve 16 instituições entre elas a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Essa é uma iniciativa que surgiu em meio à implementação do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e busca atuar em prol da resolução dos desafios da Educação de Jovens e Adultos (EJA), inclusão produtiva, produzir e divulgar conhecimento, mapear políticas públicas e articular diferentes atores e instituições.
No evento de lançamento do projeto foi apresentado o estudo inédito intitulado Demanda Potencial por EJA e Transição para o Trabalho. O levantamento apresenta um diagnóstico do país em relação à demanda portencial e atendida da EJA, além de dados de escolaridade, inserção produtiva e desigualdade.
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Tópicos desta notícia
- 1 - Estudo sobre o cenário da população sem conclusão da educação básica
- 2 - O que é a EJA e para que serve?
- 3 - Video sobre o Encceja, exame que permite terminar estudos
Estudo sobre o cenário da população sem conclusão da educação básica
Atualmente, são cerca de 64 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não possuem a educação básica completa. Pessoas pretas representam 63,9% desse total.
Para se ter uma ideia, a exclusão escolar é um fator que afeta diretamente as condições de renda da população.
Dados da PNAD Contínua do IBGE de 2025 indicam que a renda familiar por pessoa de quem está fora da escola do Brasil é de R$1.427, enquanto a renda da população de 15 anos ou mais com ensino básico completo é de R$2.777.
Entre os motivos e fatores que causam a interrupção dos estudos estão o trabalho, desinteresse e saúde. Veja o gráfico abaixo:
O Relatório População de 15+ fora da escola, demanda potencial por EJA e transição para o trabalho apresenta uma simulação, com base nos dados da PNAD Contínua, sobre o que aconteceria com a renda, a pobreza e a desigualdade caso parte da população sem educação básica terminasse os estudos. A simulação considerou aproximadamente 32,5 milhões de pessoas e contou com cautelas metodológicas que podem ser consultadas na página 32 deste documento.
O rendimento anual dessas pessoas, caso elas terminassem os estudos pela EJA, poderia chegar a R$ 66 bilhões. Esse valor é equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Segundo o relatório, a EJA atende somente 1,5% da demanda pontencial do público sem ensino básico.
"Investir na Educação de Jovens e Adultos não é apenas uma política educacional — é uma política de desenvolvimento econômico e de combate pobreza. Elevar o nível educacional da população tem o potencial de gerar ganhos anuais de dezenas de bilhões de reais na massa salarial, retirar cerca de 1,2 milhão de pessoas da condição de pobreza e reduzir a desigualdade."
Anuncie aquiRelatório Demanda Potencial por EJA e Transição para o Trabalho'
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O que é a EJA e para que serve?
A EJA é a Educação de Jovens e Adultos, uma modalidade de ensino direcionada a pessoas que não concluíram seus estudos em idade considerada regular.
Com isso, é possível terminar os estudos da educação básica.
A modalidade é oferecida tanto na educação pública quanto particular, em formatos presenciais e a distância.
Para o interessado se matricular na EJA é preciso ter, no mínimo, 15 anos para estudar no ensino fundamental ou 18 anos, no mínimo, para o ensino médio.
Saiba mais: Qual a diferença entre EJA e Encceja?
Video sobre o Encceja, exame que permite terminar estudos
Fique por dentro de como funciona o Exame Nacional para Certificação de Jovens e Adultos (Encceja), prova aplicada pelo Governo Federal anualmente que permite pegar o diploma do ensino médio ou fundamental:
Por Lucas Afonso
Jornalista