MEC divulga pesquisa sobre lei do uso de celulares em escolas

MEC divulga pesquisa sobre lei do uso de celulares em escolas

Em painel realizado na manhã desta terça-feira, 30 de junho, o Ministério da Educação (MEC) divulga resultados de pesquisa sobre a lei de restrição de uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais em escolas, como celulares e tablets.

Ana Dal Fabbro, coordenadora-geral de Educação Digital e Conectividade da Secretaria de Educação Básica do MEC, aponta que a lei foi aprovada em um contexto em que havia um alto percentual de crianças e adolescentes utilizando a internet.

Segundo a coordenadora, uma pesquisa realizada em 2022 apontou que os estudantes relatavam que o uso de dispositivos digitais em sala de aula vinha atrapalhando a concentração. Além de atrapalharem as interações e convivência importantes dentro do ambiente escolar.

"A lei vem muito para responder a esses dados e a esse contexto, para a gente perceber que dentro das escolas estava havendo o uso excessivo de tecnologias digitais. Um uso que estava apresentando risco, não só à concentração dentro de sala de aula, mas de uma forma geral, ao bem-estar dentro da escola".

Ana Dal Fabbro

Leia também: Lei de restrição ao uso de celular nas escolas: especialistas comentam impactos após um ano

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Pesquisa do 1º ano da Lei de restrição do uso de celulares nas escolas

Os resultados da pesquisa sobre o primeiro ano de implementação da lei de restrição do uso de celulares em escolas públicas e privadas foram apresentados pela secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.

Segundo ela, 92% das escolas de todo o país já implantaram a restrição. Esse número corresponde a mais de 174 mil escolas, das quais 138 mil são da rede pública de ensino.

Para 97% dos gestores, a restrição aumentou o engajamento dos estudantes em atividades escolares. Bem como 95% relatam que a concentração de estudantes em sala de aula também apresentou melhora.

Além disso, 87% dos gestores apontam que houve a implementação ou ampliação de tecnologias com finalidades pedagógicas. Como consequência, 75% discordam de que a restrição tenha limitado o desenvolvimento de habilidades digitais.

Kátia destaca que as escolas, para além de um ambiente com profissionais capacitados nas matérias ensinadas, não são somente um ambiente de aprendizagem, mas também de convivência. "Existem dimensões da aprendizagem que são potencializadas na colaboração, na cooperação e na convivência que ativam a aprendizagem", aponta.

A pesquisa ainda aponta que 95% dos gestores concordam que estimulou a socialização entre os jogadores. Enquanto 55% relatou a diminuição de conflitos e agressões físicas dentro da escola.

Também foi observado o aumento de atividades manuais, lúdicas e artísticas, essenciais para o desenvolvimento de habilidades motoras dos alunos. A secretária aponta que o uso de telas afeta de forma negativa o desenvolvimento de habilidades motoras finas, mas é importante lembrar que também levou ao desevolvimento de novas habilidades.

Por Jade Vieira

Jornalista

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